sábado, 31 de agosto de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

Braga Semanário - edição de 23 de Agosto

Nota: Devido a algumas dificuldades técnicas não foi possivel colocar nas "bancas" os dois últimos numeros. Aos nossos Cronistas e leitores o nosso pedido de desculpas.
Evandro Lopes
TDT: a grande patranha



Desde os meus tempos de petiz que dou comigo a fazer continuamente um exercício lúdico de tentar

adivinhar o significado das novas siglas que vão aparecendo no quotidiano. Quando ouvi falar pela primeira vez em TDT e quiçá influenciado pela retórica entusiasmada dos defensores da implementação desta nova tecnologia, o meu primeiro palpite foi: “Televisão De Todos”.

Nada de mais errado! A televisão digital terrestre que temos hoje em Portugal não é para todos, é só para alguns. Segundo um estudo realizado pela DECO e divulgado em Fevereiro deste ano, 62% dos lares portugueses apresentaram problemas de recepção do sinal. Além disso, 13% dos inquiridos afirmaram ser totalmente impossível assistir a uma emissão, o que equivale por dizer que estas pessoas, pura e simplesmente, estão privadas de ver televisão gratuitamente. O panorama pouco ou nada se alterou passados um ano e meio após o derradeiro “apagão”, que marcou em definitivo a transferência do velho sinal analógico para o novo digital.

A juntar às denúncias da DECO e de outros cidadãos para esta situação anómala, a entidade reguladora ICP-ANACOM, que também é a responsável pela atribuição da concessão do serviço à Portugal Telecom, admitiu num relatório publicado a precariedade do serviço, referindo mesmo: “a rede TDT não estava preparada para suportar as circunstâncias normais e expectáveis inerentes ao seu desempenho”.

Ricardo Jorge

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Grupo da Febra



Com a presente crónica inicio uma colaboração regular, espero eu, com a edição eletrónica do Braga


Semanário, um projeto ainda bebé mas que pode crescer e atingir rapidamente a idade adulta afirmando-se no panorama da media minhota.

Sou bracarense por adoção. Nasci em Terras de Coura e vivo em Braga desde os cinco anos de idade. Iniciei os meus estudos na escola primária de S. Lázaro, passei pela escola primária de S. João do Souto, continuei por André Soares, D. Maria II, Francisco Sanches e Universidade do Minho. Desde muito jovem que sou sócio do Sporting de Braga e do ABC, clube onde pratiquei andebol. Passei também pela agremiação “os cavaquinhos”, que será também alvo de uma crónica.

João Machado

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Um rápido esboço da minha Regionalização



Com o aproximar das merecidas férias de verão, o acumular de trabalho tem absorvido uma boa parte
das horas de ócio para reflexões. Uma vez que já são tantos aqueles que debatem sobre os efeitos das políticas de sucessivas governações e demais desvarios, os swaps, a safada da meteorologia, o defeso no futebol, a temperatura da água do mar, a direcção do vento, entre muitos outros assuntos, vou apresentar sucintamente a minha ideia de regionalização pois este tema poderá vir à baila (já não veio?) nos debates das próximas eleições autárquicas. Caso vá em frente, porque, infelizmente, Lisboa sorve o que pode, o que não pode e o que não deve, aponto pelo menos para oito regiões administrativas.

Joaõ Lopes

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Quem quer salvar as viúvas dos Remédios?



A gastronomia é um dos ícones das tradições históricas de uma comunidade. Escusado será dizer que
o Minho detém uma particular riqueza gastronómica, que bem poderia figurar num roteiro próprio que fomentasse o turismo e a dinamização cultural. Há dias, o Alentejo apresentou um interessante roteiro gastronómico, tendo-se auto-proclamado como a principal região gastronómica do país. Isto porque detém uma única entidade de turismo para o seu território...ao contrário do Minho, sujeito que está à macrocefalia portuense.

Rui Ferreira

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Agregação de freguesias? E o resto?



Em mais uma grande medida do atual governo que se tem pautado de enorme coragem politica,
assistimos à reforma da administração local, concretamente na agregação de freguesias, com a redução de cerca de 25% em todo o território nacional.



Sem existir um conjunto homogéneo de responsáveis autárquicos no direito de apresentação de outras soluções, manifestando como habitual e apenas a sua discordância, exercendo a sua inteira ignorância politica em reformar esta mesma administração local, verificamos que se torna em pouco as medidas tomadas e aprovadas pelos responsáveis governamentais, uma vez, que poderiam ir bastante mais longe, nomeadamente na agregação de municípios, aqui sim, poderíamos verificar uma autêntica redução dos gastos do estado, não só pela redução dos membros do poder local, mas ampliando esta mesma redução, no que concerne às empresas municipais e associações que de uma forma ou de outra estão inteiramente ligadas e relacionadas com o poder locar – diga-se autarquia local.

Jose Manuel Pereira

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Novos treinadores e o treinador invisível...



Two careers take a new direction over the next week and several others go in directions around the
world that we could not have conceived ten years ago. Castanheira and Wender make their managerial debuts over the next 10 days returning to the house of Braga that they served so well in the past. Both heroes to the fans they will encounter a different type of pressure but both have been doing their courses to qualify as managers over the past few years while near the end of their football careers. Now that Jesualdo is back at the helm of the main team we will have a lot of “past” greats leading our teams out. Let us hope it will be a fantastic season.

Karl

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Imagem da Semana



Noticia de 1933, vem provar a importância do S. João de Braga para o Turismo Nacional. O MNE enviou a Braga o maior realizador do cinema português., Leitão de Barros e ainda, o António Ferro que organizou o Serviço Nacioal de Turismo
 

domingo, 28 de julho de 2013

Braga Semanário - Edição de 26 de Julho


Dinastias disfarçadas
 
A nossa Bracara Augusta anda em polvorosa. As lutas de poder, qual saco de gatos, fazem-me
imaginar um Setembro quente e pouco esclarecido. Mas para alguns senhores desta cidade, a qual me orgulho de fazer parte e de nela ‘valorizar’ o bom e belo que me faz sentir bem e em casa, o objectivo passa por confundir as pessoas, suscitando nelas dúvidas que podem favorecer esta ou aquela ‘família’.

Ricardo Vasconcelos

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O único rosto da mudança
 
Braga vive há 37 anos debaixo do mesmo espectro político. Desde que ganhou as primeiras eleições
por escassos votos ao CDS, Mesquita Machado nunca mais largou a cadeira do poder. Seja pelo mérito, que o existe indubitavelmente, seja por uma densa teia económica gerada em torno do tipo de políticas adoptadas, o certo é que o homem tem jeito para o cargo. Nem falemos então das oposições mal orientadas e sem linha de acção, que foram sucessivamente derrotadas nas urnas. O cenário, digamos, foi propício e o protagonista também o aproveitou com inteligência e argúcia.

Rui Ferreira

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O circo desceu ao Terreiro
 
António Barreto, conhecido sociólogo da nossa praça revelou hoje na imprensa que os nossos
políticos exigem sacrifícios aos portugueses mas eles próprios não se sacrificam. Fica aqui bem patente a relação que os portugueses estabelecem com os políticos, principalmente aqueles que nos governaram nos últimos tempos.

Com mentiras e malabarismos, os políticos prometem aquilo que não podem cumprir, fazem-nos sorrir (mas pouco) com reformas impossíveis de executar devido à nossa condição de eterno dependente de terceiros. Das duas uma, quando prometem o El Dourado ao eleitorado não sabem do que estão a falar, ou são sádicos ao ponto de cortar a mão a quem lhes dá o poder.

Jorge Paraíso

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Expedições - Volta ao Mundo III e IV
 
III
Conversei com pessoas do lugar, meu passatempo favorito não só em Portugal, mas por onde viajo,
são tantas as histórias, tantas estórias, tanta informação, afinal os lugares são também isso, não basta vê-los.

Fiquei observando o encontro das ondas com o rochedo, a areia que se faz e se desfaz em poças mutantes, apreciando a delicadeza da capela, percebendo aquele vento inquietante ainda que sinuosamente harmônico, enquanto ia pensando na escrita de Gabriela Mistral, nas suas palavras dirigidas ao Divino impregnadas de umas outras tantas ondas, no caso aquelas umas do mar chileno:

“ Daí-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida, para um novo avanço”.

O mar português incita ao movimento. Como dizia o poeta esse mar salgado contém em si lágrimas de Portugal, remete ao despojamento, à partida, ao avanço. Dentro em pouco voltei para o Porto. O meu destino? A Livraria Lello, o Café Majestic, nosso próximo assunto. O viajante volta já!

Lucio Marques

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Salvação Nacional vs Interesses Partidários
 
A quantidade e qualidade de esquemas planeados entre os partidos políticos com origem nos seus
líderes e enquadrados no poder nacional, local e regional, onde os cidadãos vão alimentando o seu ego e calor partidário em prol de benefícios futuros, podemos constatar que o alimento se vai mantendo ao longo dos anos, bastante para tal, que sejam simplesmente, militantes deste ou daquele partido.

José Manuel Pereira

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Obviamente demitam-se!
 
Se não o fizerem os Portugueses demiti-los-ão na rua!
O que se tem passado em Portugal nas últimas semanas são os últimos actos de uma trágico-comédia
que tomou conta do País nos últimos dois anos e meio, e que corre o risco de se transformar numa tragédia arrastando-nos para mais um período negro de uma história quase milenar.

Vai-se assistindo à degradação, à decadência das instituições numa espiral de insanidade a que só as pessoas, transformando-se em cidadãos, podem pôr cobro. Exige-se um Movimento de Cidadania que varra esta Canalha

da vida pública portuguesa.

Luis Freire de Andrade

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Imagem da Semana
 
Fachada da Sé de Braga ao tempo de D. Diogo de Sousa (1505-1532), segundo uma gravação numa pedra da Capela de S. Lourenço da Ordem e revelada pelo Con. Aguiar Barreiros e com ilustração de J. da C. Vilaça em 1920