terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Braga Semanario - Edição de 17 de Maio
Interesses públicos...
Quando os bracarenses pensavam que o
pior já tinha sucedido, nomeadamente recordando o
incompreensível
aumento brutal das tarifas de água e saneamento, depois de um ano em
que a AGERE deu lucros milionários, ou do estranho caso do aumento e
concessão da área de parqueamento automóvel à Britalar, surgiu o
caso da Pousada da Juventude, numa inacreditável expropriação
citada como "urgente" e que vai saldar a hipoteca da filha
e genro do Presidente da Câmara.
A este respeito convém lembrar que a
ideia da pousada da juventude nas Convertidas foi admitida pela
autarquia, pela primeira vez, no debate público promovido pela Braga
+ e JovemCoop, a 27 de novembro de 2012. O objectivo era aproveitar
um eventual financiamento europeu para recuperar o monumento.
Logo a 31 de janeiro de 2013, Mesquita
Machado surpreendeu o universo bracarense dizendo que apoiava o
projecto da pousada nas Convertidas, mas que o mesmo poderia ser
alargado aos prédios vizinhos; Nesta altura, segundo os dados
avançados pelo jornal Público, esses prédios ainda estavam na
posse da sua filha e genro... A 30 de abril de 2013 a posse dos
imóveis passa para uma empresa imobiliária e quatro dias depois a
Câmara Municipal anuncia a expropriação com carácter de urgência
dos mesmos imóveis... A 9 de maio de 2013 a Câmara Municipal aprova
a tal expropriação urgente, com a conivência de todos os
vereadores socialistas, sem pedir a avaliação do imóvel, sem
qualquer projecto para o local; sem garantias de financiamento; sem
sequer deter a posse das Convertidas - que afinal parece não
interessar para nada...
Rui Ferreira
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Braga Romana
Vem aí a semana da “Braga Romana”,
evento que cada vez mais cativa as pessoas, bracarenses e não só, e
promove um salutar espírito de convívio, baseado na inspiração
histórica.
Os tempos de Bracara Augusta estão
documentados nos vários vestígios arqueológicos que Braga
timidamente ostenta, sem lhes dar um grande valor.
Quantos bracarenses saberão que as
guias graníticas no Largo de S. Paulo pretendem evocar as habitações
romanas que ali foram exumadas? Ou quem associa as pedras que se
encontram à entrada da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva a um
embasamento de um pórtico que circunscreveria uma das maiores ruas
romanas de Augusta? Cremos que poucas, ainda que também tenhamos
esperança que este cenário se vá invertendo com as sucessivas
actividades promovidas pela JovemCoop, que visam aproximar os
cidadãos ao seu património e contextualizar as heranças que nos
foram legadas.
Ainda assim, há proprietários de
estabelecimentos que tentam extrair mais-valias do legado histórico
com que foram presenteados aquando das reformulações e obras nos
seus edifícios.
Ricardo Silva
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Quando a bota não bate com a perdigota
Há coisas que não têm qualquer
explicação, senão a única virtude de produzir o espanto que é
devido ao escândalo. Isto é, simplesmente, o sentido de vergonha.
Quando em Braga decorria o “V
Congresso Nacional das Cidades Educadoras”, tendo por ideia central
o papel educador das Câmaras Municipais – isto é, o exemplo que
estas devem dar aos seus cidadãos - ao mesmo tempo que ainda se
digeria o escândalo da maioria socialista em ter votado a compra dos
terrenos da antiga cerca das “Convertidas”, sob o móbil enganoso
da preservação do património e da famigerada pousada de juventude,
vieram-nos à memória aqueles famosos conceitos de Educação, do
não menos célebre sábio brasileiro da especialidade, Paulo Freire,
e que dão pela expressão de MANIPULAÇÃO e MANUTENÇÃO do STATUS
QUO. Vale pena rever a sua interpretação nos dias que correm para
compreendermos melhor aquilo que não tem compreensão:
Miguel Bandeira
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Uma Família Portuguesa
Uma família portuguesa é constituída
por dez elementos a viver debaixo de um tecto comum. Dois
casais
unidos por laços de sangue com os respectivos filhos menores, um de
cada casal, duas avós, um avô e um tio solteiro. As mulheres de
ambos os casais são operárias fabris que contribuem com pouco mais
que um salário mínimo mensal lá para o agregado familiar. Um dos
maridos tem um trabalho mais especializado o que lhe permite obter
uma remuneração mensal um pouco superior a dois salários mínimos.
O outro homem da casa está
desempregado e sem qualquer subsidio.
João Lopes
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Caminho obscuro
No
momento em que escrevo estas linhas não são ainda conhecidas as
decisões do Governo acerca do assim
designado Projeto
de Refundação do Estado Social, que
deverá ser apresentado à Troika por ocasião da próxima avaliação
do programa de resgate.
Convirá,
no entanto, não perder de vista
três
coisas: 1ª - Desde o princípio, este “projeto” foi apresentado
com base numa única ideia (redução das despesas correntes do
Estado); 2ª - Tal ideia fixava, à partida, um número (4 mil
milhões de euros); 3ª – Tal número baseava-se num equívoco (o
défice releva, em primeira mão, das despesas correntes do Estado).
João Mesquita
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Sondagem
Sondagem Junta da Sé+Cividade+Máximinos
Resultados
(10-04-13)
1 António Carneiro
73
2 José do Egipto Silva
53
3 João Pedro Fernandes
34
4 Outros
11
5 António Sousa
10
6 João Seco Magalhães
10
7 Armando Rosas
06
8 Ilídio Sousa
04
8 Luís Gonzaga Macedo
03
10 António Ferreira
01
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Foto da semana
CDU de Braga visita Associação Os
Bravos da Boa Luz
sábado, 11 de maio de 2013
Braga Semanario - Edição de 10 de Maio
S. João de Braga: Festa muito antiga
A pouco mais de um mês da grandiosa
festa de São João de Braga e a propósito da importância
indevida
que alguns pretendem atribuir aos festejos recentes ao mesmo Santo,
em outras localidades, convém referir, para que reponha a verdade
histórica, a antiguidade dos festejos bracarenses.
Embora a história da Festa do S. João
de Braga esteja ainda por fazer são vários e coevos os documentos
que a referem.
Com efeito através do cónego da Sé
de Braga Dr. José Marques que estudou os pergaminhos existentes nos
arquivos da confraria de S. João do Souto, ficamos a saber que a
primeira referência a esta confraria data de 1186 e que tinha como
sede a Igreja de S. João do Souto, construída como capela
particular por Pedro Ourives e sua mulher Elvira Mides, que em 1161 a
doaram a D. João Peculiar instituindo-a, este, em paróquia.
João Tinoco
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Os Ursos mandam novas!
A Paulinha e o Tó concederam-nos,
hoje, este espaço. Nós, somos os Ursos.
Vivemos num País diferente do Vosso.
Nem melhor, nem pior. Apenas diferente.
Por exemplo. Ser um Urso, em Portugal,
normalmente, não é um bom epíteto.
Aqui, porém, designa alguém forte,
com uma personalidade para além de qualquer medo! De tal forma que,
na nossa língua, temos muitas pessoas que se chamam, precisamente,
Urso. Talvez o mais familiar, seja um dos maiores tenistas da
Historia do Ténis, Björn Borg (Böjrn = Urso).
Temos um território muito extenso, mas
pouca população. A mesma que Portugal.
Paulinha e Tó da Suécia
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Devastação – A natureza do
capitalismo
Na frente do mercado, o novo paradigma
técnico-científico veio abrir ao jogo do dinheiro a
possibilidade
de aventuras inimagináveis há poucos anos e que imprimiram
características caóticas ao desenvolvimento selvagem do
capitalismo, provocando, neste início de milénio, uma crise sem
precedentes. Crise que não é somente económica e financeira, ela
é, também e por arrasto, uma crise social e civilizacional.
Assustado, e já a adivinhar o que
estava para vir, Milton Friedman, o pai dos Chicago-Boys, ainda antes
de ter terminado o século XX, pedia o fim do FMI; Georges Soros, o
rei dos especuladores, o homem que afundou a libra esterlina, sugere
a imposição de controlos capazes de conter os excessos do mercado
globalizado. Sintomas do grande medo que, já então, os sacerdotes
laicos do neoliberalismo de modelo hayeckiano incorporavam. Mas veio
o subprime, a bolha estourou, os bancos faliram, tendo sido
necessário a intervenção dos Estados (que o mercado tanto abomina)
para salvá-los, em detrimento dos povos dos seus países; grandes,
médias e pequenas empresas tiveram que fechar as portas, mandando
para o desemprego milhares de trabalhadores e deixando famílias
inteiras entregues à sua sorte. A crise instalou-se!
António Pereira
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O cover das Convertidas
Quem gosta de música sabe que o
“cover” é um sucesso passado que já foi antes cantado por
outros.
Não é uma criação do intérprete que agora o executa, mas
é um tema de reportório, quando não há mais, destinado a
impressionar o público. Isto é, para dar uma imagem melhorada de
si, tantas vezes porque se está gasto e limitado na capacidade de
criar algo de novo.
É assim que vemos a requentada
proposta do Senhor Presidente de Câmara, em final de mandato -
quando deveria estar a arrumar os papeis da sua eternidade política
- em vir propor que o património barroco do Recolhimento das
Convertidas, na avenida Central, possa ser reconvertido no laico uso
de uma pousada de juventude.
Miguel Bandeira
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Uma saída para a nossa crise?
Cada vez mais somos bombardeados com
notícias de que a situação do País está a degradar-se
exponencialmente por tantos e tantos motivos. Vou focar em duas
variáveis que contribuíram para este descalabro: automóvel e
petróleo. Ambos têm de ser importados há décadas, o primeiro, por
não termos colocado o cérebro em acção, o segundo, por não nos
ter sido dotado pela Mãe Natureza. Mas não se pense que a História
foi sempre assim. Na nossa época dourada, os “Mercedes, BMW´s e
Audi´s” estavam atracados nos nossos portos. As embarcações dos
Descobrimentos eram alvo de cobiça por uma grande parte dos povos
europeus. Os nossos antepassados souberam usar o génio. O vento era
o “petróleo” daquele tempo.
João Lopes
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Quem paga manda!
Sempre foi assim, e assim continuará a
ser! Aprendi desde cedo que em casa dos meus pais, eram
eles quem
mandavam em mim porque eram também eles que me sustentavam e pagavam
as minhas despesas. Acho que todos estamos de acordo que isto é o
normal em todas as casas onde há uma boa gestão familiar. Quando
vemos o inverso, ou seja, quando são os filhos sem rendimentos a
exigir e a gerir o dinheiro dos pais, acredito que também todos
estamos de acordo, é uma situação anormal!
Pois bem, é mais ou menos isso que se
passa em Portugal. Neste caso, Portugal é o elemento que não tem
rendimentos para pagar as suas despesas e os pais serão os credores
que emprestam o dinheiro (obviamente, não o dão porque não são
nossos pais), representados por uma troika que defendem os interesses
destes credores.
Ricardo Freitas
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Sondagem
Sondagem Junta da Sé+Cividade+Máximinos
Resultados
(10-04-13)
1 António Carneiro
73
2 José do Egipto Silva
53
3 João Pedro Fernandes
34
4 Outros
11
5 António Sousa
10
6 João Seco Magalhães
10
7 Armando Rosas
06
8 Ilídio Sousa
04
8 Luís Gonzaga Macedo
03
10 António Ferreira
01
terça-feira, 7 de maio de 2013
Braga Semnário - Crónica de Miguel Bandeira
O cover das Convertidas
Quem gosta de música sabe que o “cover” é um sucesso passado que já foi antes cantado por outros
É assim que vemos a requentada proposta do Senhor Presidente de Câmara, em final de mandato - quando deveria estar a arrumar os papeis da sua eternidade política - em vir propor que o património barroco do Recolhimento das Convertidas, na avenida Central, possa ser reconvertido no laico uso de uma pousada de juventude.
Mas como toda a gente sabe este não é o verdadeiro problema do Recolhimento das Convertidas. Depois do catálogo de alvitres que estimulou estes meses o voluntarismo e a cidadania com as mais diversas propostas de reabilitação do monumento, hoje toda a gente já percebeu que não se dispõe de recursos públicos para sustentar uma intervenção digna da preservação do valor do património em causa. Quando a ASPA propôs neste mesma coluna, em 17 de Dezembro passado, que as Convertidas passassem a ser um polo do museu dos Biscainhos, não foi para reverter mais dinheiros públicos, criar mais lugares, aventar novos arrojos museológicos, etc., mas tão só, atender à emergência da preservação essencial do monumento, designadamente, promover a consolidação física do edificado (reforço de estruturas e cobertura), garantir a sua segurança, proceder ao rebocamento e à limpeza, e, recorrendo à estrutura museológica já existente na cidade, oferecer visitas regulares, ainda que periódicas ou por marcação. Contrariados, é verdade, temos de o confessar, mas muito realisticamente conscientes, pois tudo o resto terá de aguardar por melhores dias.
Também todos aqueles que amam verdadeiramente o património já perceberam que as Convertidas são uma espécie de “máquina do tempo”. Desde o século XVIII que o Recolhimento chegou até aos nossos dias com uma função continuada, que não pode ser mantida, obviamente, porque é anacrónica, mas, igualmente, porque é sabido que uma memória histórica com este valor não resiste às condicionantes de um qualquer caderno de encargos próprio de um equipamento colectivo do nosso tempo. Estamos convictos que, nem mesmo o alcance mais sóbrio ou imaginativo de um arquitecto garante uma intervenção honesta sem o dispendio de avultados recursos financeiros. Por isso temos dúvidas que hajam projectos para as Convertidas nos próximos tempos que preservem a autenticidade e a genuinidade do seu alcance patrimonial.
Pena é que, mais uma vez, muitos não tenham entendido que o principal interveniente público, e quem verdadeiramente percebeu tudo isto, tenha sido o nosso Presidente de Câmara. Infelizmente não pelas melhores razões, já que todos o sabemos, independentemente dos seus méritos pessoais, é consensual para todos, que não irá ficar para a história pela defesa e promoção do património histórico e cultural de Braga.
O nosso Presidente sabe melhor que ninguém que não haverá dinheiro para construir uma nova pousada garantindo a preservação das Convertidas senão for possível avançar pelas casas da Avenida Central que estão ao lado – vá-se lá saber de quem são e os bens que constituem e também a quem pertencem – e, sobretudo, se o novo “complexo” não se estender ameaçadoramente pelos terrenos traseiros das hortas/jardins do interior do quarteirão. De facto, o que resta da antiga cerca do recolhimento, oferece um significativo stock de terreno para tornar especultiva a obra e rentável para mais um possível negócio imobiliário no centro histórico de Braga.
Perspetiva mais recente do valor “patrimonial” cobiçado das Convertidas (google maps)
. Não é uma criação do intérprete que agora o executa, mas é um tema de reportório, quando não há
Claro que isto não constitui qualquer problema para quem, da preservação do património de Braga, caucionou a centro histórico à repressão “fachadista” de uma longa noite urbanística. Para a edilidade, desde que se possa manter o alçado cénico vertente para a avenida central, tudo o que fica para trás não tem a menor importância, incluindo, claro está, e disso, caro leitor, não tenha a menor dúvida, a integridade das casas setecentistas aí existentes.
Decorridos quase 17 anos que, aqui nesta coluna (EA-DM:6/V/1996), denunciámos o crescimento desregulado da cidade no “miolo dos quarteirões” do centro histório de Braga, a anunciada pousada nas Convertidas, não sendo mais do que um crime lesa património, representaria mais um duro golpe na já desvastada mancha verde urbana de Braga. Isto é, mais densidade construtiva associada às dificuldades de tráfego e estacionamento; mais impermeabilização do solo, com aumento de carga das escorrências pluviais, subida da temperatura média da “ilha de calor” urbana, e redução da qualidade do ar; extinção das relações de vizinhança, degradação da qualidade de vida dos moradores e da sua segurança. Enfim, a cidade, há pouco tempo com 12m2 de área verde por habitante (falta descontar o “verde” dos sintéticos e das rotundas), continua a betomizar perigosamente o espaço urbano, em particular, o centro histórico, afastando-se assim do ratio de 40 m2/habitante de área verde recomendáveis pelas instâncias de referência nacionais e internacionais, dos quais 30 m2/habitante de área verde primária (zonas ribeirinhas e área verde arborizada/parques urbanos) e 10 m2/habitante de área verde secundária (logradouros, jardins, praças ajardinadas, etc.). As mesmas que, no nosso caso, apontam para a necessidade de se chegar aos 480 hectares de área verde urbana, nos quais se integram os referidos logradouros existentes no miolo dos quarteirões.
Braga precisa definitivamente de deixar de ouvir a mesma música, ainda que esta nos surja com outros arranjos e orquestrações, ou até mesmo com os diferentes intérpretes da continuidade. Chega de cover’s, já é tempo de compor alguma coisa de novo!
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