sábado, 11 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Braga Semnário - Crónica de Miguel Bandeira
O cover das Convertidas
Quem gosta de música sabe que o “cover” é um sucesso passado que já foi antes cantado por outros
É assim que vemos a requentada proposta do Senhor Presidente de Câmara, em final de mandato - quando deveria estar a arrumar os papeis da sua eternidade política - em vir propor que o património barroco do Recolhimento das Convertidas, na avenida Central, possa ser reconvertido no laico uso de uma pousada de juventude.
Mas como toda a gente sabe este não é o verdadeiro problema do Recolhimento das Convertidas. Depois do catálogo de alvitres que estimulou estes meses o voluntarismo e a cidadania com as mais diversas propostas de reabilitação do monumento, hoje toda a gente já percebeu que não se dispõe de recursos públicos para sustentar uma intervenção digna da preservação do valor do património em causa. Quando a ASPA propôs neste mesma coluna, em 17 de Dezembro passado, que as Convertidas passassem a ser um polo do museu dos Biscainhos, não foi para reverter mais dinheiros públicos, criar mais lugares, aventar novos arrojos museológicos, etc., mas tão só, atender à emergência da preservação essencial do monumento, designadamente, promover a consolidação física do edificado (reforço de estruturas e cobertura), garantir a sua segurança, proceder ao rebocamento e à limpeza, e, recorrendo à estrutura museológica já existente na cidade, oferecer visitas regulares, ainda que periódicas ou por marcação. Contrariados, é verdade, temos de o confessar, mas muito realisticamente conscientes, pois tudo o resto terá de aguardar por melhores dias.
Também todos aqueles que amam verdadeiramente o património já perceberam que as Convertidas são uma espécie de “máquina do tempo”. Desde o século XVIII que o Recolhimento chegou até aos nossos dias com uma função continuada, que não pode ser mantida, obviamente, porque é anacrónica, mas, igualmente, porque é sabido que uma memória histórica com este valor não resiste às condicionantes de um qualquer caderno de encargos próprio de um equipamento colectivo do nosso tempo. Estamos convictos que, nem mesmo o alcance mais sóbrio ou imaginativo de um arquitecto garante uma intervenção honesta sem o dispendio de avultados recursos financeiros. Por isso temos dúvidas que hajam projectos para as Convertidas nos próximos tempos que preservem a autenticidade e a genuinidade do seu alcance patrimonial.
Pena é que, mais uma vez, muitos não tenham entendido que o principal interveniente público, e quem verdadeiramente percebeu tudo isto, tenha sido o nosso Presidente de Câmara. Infelizmente não pelas melhores razões, já que todos o sabemos, independentemente dos seus méritos pessoais, é consensual para todos, que não irá ficar para a história pela defesa e promoção do património histórico e cultural de Braga.
O nosso Presidente sabe melhor que ninguém que não haverá dinheiro para construir uma nova pousada garantindo a preservação das Convertidas senão for possível avançar pelas casas da Avenida Central que estão ao lado – vá-se lá saber de quem são e os bens que constituem e também a quem pertencem – e, sobretudo, se o novo “complexo” não se estender ameaçadoramente pelos terrenos traseiros das hortas/jardins do interior do quarteirão. De facto, o que resta da antiga cerca do recolhimento, oferece um significativo stock de terreno para tornar especultiva a obra e rentável para mais um possível negócio imobiliário no centro histórico de Braga.
Perspetiva mais recente do valor “patrimonial” cobiçado das Convertidas (google maps)
. Não é uma criação do intérprete que agora o executa, mas é um tema de reportório, quando não há
Claro que isto não constitui qualquer problema para quem, da preservação do património de Braga, caucionou a centro histórico à repressão “fachadista” de uma longa noite urbanística. Para a edilidade, desde que se possa manter o alçado cénico vertente para a avenida central, tudo o que fica para trás não tem a menor importância, incluindo, claro está, e disso, caro leitor, não tenha a menor dúvida, a integridade das casas setecentistas aí existentes.
Decorridos quase 17 anos que, aqui nesta coluna (EA-DM:6/V/1996), denunciámos o crescimento desregulado da cidade no “miolo dos quarteirões” do centro histório de Braga, a anunciada pousada nas Convertidas, não sendo mais do que um crime lesa património, representaria mais um duro golpe na já desvastada mancha verde urbana de Braga. Isto é, mais densidade construtiva associada às dificuldades de tráfego e estacionamento; mais impermeabilização do solo, com aumento de carga das escorrências pluviais, subida da temperatura média da “ilha de calor” urbana, e redução da qualidade do ar; extinção das relações de vizinhança, degradação da qualidade de vida dos moradores e da sua segurança. Enfim, a cidade, há pouco tempo com 12m2 de área verde por habitante (falta descontar o “verde” dos sintéticos e das rotundas), continua a betomizar perigosamente o espaço urbano, em particular, o centro histórico, afastando-se assim do ratio de 40 m2/habitante de área verde recomendáveis pelas instâncias de referência nacionais e internacionais, dos quais 30 m2/habitante de área verde primária (zonas ribeirinhas e área verde arborizada/parques urbanos) e 10 m2/habitante de área verde secundária (logradouros, jardins, praças ajardinadas, etc.). As mesmas que, no nosso caso, apontam para a necessidade de se chegar aos 480 hectares de área verde urbana, nos quais se integram os referidos logradouros existentes no miolo dos quarteirões.
Braga precisa definitivamente de deixar de ouvir a mesma música, ainda que esta nos surja com outros arranjos e orquestrações, ou até mesmo com os diferentes intérpretes da continuidade. Chega de cover’s, já é tempo de compor alguma coisa de novo!
domingo, 5 de maio de 2013
Braga Semanario, edição de 3 de Maio
Uma estátua para D. Diogo de Sousa
Todas as cidades têm os seu heróis e
figuras preponderantes na sua história. Braga também as tem,
com a
agravante de parecer pouco as estimar.
O facto do crescimento demográfico
intenso da cidade ter proporcionado uma diversidade de proveniências
muito vasta, é factor para uma quebra da própria identidade da
cidade. Há que fazer ver aos novos bracarenses as tradições,
história e factores de identidade.
Rui Ferreira
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Há cem anos era anunciado no programa
de Festas de S. João um
Festival Aéreo
Há exactamente cem anos, no programa
das Festas de S. João de Braga, e pela 1.ª vez no Norte de
Portugal, era anunciado um Festival Aéreo.
Em 1913, o ponto alto das Festas
Sanjoaninas de Braga anunciava uma demostração aérea, algo inédito
nos céus do norte de Portugal e a segunda vez a nível nacional.
Evandro Lopes
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Presidente. O Discurso. O Carrasco. (1)
Aníbal Cavaco Silva " o Labrego "
, se ainda vivêssemos em Monarquia poderia se este o cognome com que
Aníbal passaria à história.
Façamos uma viagem guiada pelo
carácter e a personalidade daquele que à mais tempo está no poder
desde o 25 de Abril.
Comecemos por algo que tem sido
deliberadamente omitido da biografia da personagem principal da
tragédia em que Portugal se está a transformar.
Estranhamente nenhum jornalista, nenhum
órgão de comunicação social se deu ao trabalho de analisar a
ficha que o sr. Silva entregou na PIDE, de " bom cidadão".
Nela para além de enaltecer as suas
virtudes, o sr. Silva oferece os seus serviços ao País, ou seja à
polícia política, ao regime...
Uma simples visita à Torre do Tombo, à
hora de almoço, para consulta dos Arquivos seria algo que teria sido
feito em qualquer democracia, em qualquer País com verdadeira
cultura democrática, onde os políticos são escrutinados mal
aparecem na vida pública, no que é importante e não naquilo que é
acessório.
No mínimo dir-se-ia que é uma falta
de carácter, que era um tipo sem qualquer pingo de ética.
Luis Freire de Andrade
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Menos 30.000 salários em impostos!
Viva!
No fundo, é disso que se trata, a tal
anunciada e esperada declaração do Primeiro-Ministro de todos os
portugueses!
Falou ao país, o Primeiro-Ministro,
com ar semblante, algo triste, por ser forçado a fazer algo que
devia ter sido feito há 10 anos: reduzir a monstruosidade de
Funcionários Públicos. E não é nenhum adjectivo. É uma realidade
que persiste há mais de 20 anos graças aos governos socialistas…
porque como não conseguiam criar emprego no sector privado,
colocavam gente no sector público a bem das estatísticas!
Ricardo Freitas
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Uma ideia para a Cidade
No passado domingo aproveitei o bom
tempo para realizar um exercício físico pela cidade, passando pelo
Complexo Desportivo da Rodovia na direção do Santuário do Bom
Jesus. Foi impossível não reparar na imensidão de bracarenses,
pais e filhos, a desfrutarem das instalações desportivas na parte
oriental da cidade. Pensei logo na notícia que dava conta que a
juventude de Braga é a que tem menor taxa de reprovações a nível
nacional no sistema de ensino e por isso é bem merecida a
brincadeira no primeiro dia da semana. Mais à frente reparei no
Instituto de Nanotecnologia parecendo um mundo à parte mesmo que a
um Domingo. Aquele espaço que em tempos albergou a Bracalândia, um
parque de diversões que nos anos 90, tantos forasteiros, sobretudo
galegos, atraia a Braga.
João Lopes
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A Peste que veio de Real
A estação em que nos encontramos, é
propícia à existência de várias doenças, nomeadamente a gripe. A
preocupação da sociedade para com as crianças e idosos leva a que
decorram várias campanhas de sensibilização, visando a prevenção
dessas doenças.
Quase todos os anos, estas doenças
proliferam pelo país e, claro, na região de Braga. Uma dessas
violentas pestes ocorreu nesta região, há 120 anos.
Decorria o ano de 1887 quando Braga foi
invadida por um surto de doenças que causaram um elevado número de
mortos. Dessas doenças, destacavam-se as bexigas, o sarampo, a
varíola e a febre tifóide.
Embora na época essa situação
ocorresse com alguma frequência, o certo é que em Março de 1887
verificou-se um surto de tal modo mortífero, atingindo
principalmente crianças e idosos, que causou um grande alarme na
população.
Joaquim Silva Gomes
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Noticia de última da hora do Braga Semanário/Blog alfarrábios
Noticia da semana
Por falta de comparência dos
independentes que, ganharam a nossa sondagem por um Xito a zero aos
atuais autarcas da Sé, Cividade e Maximinos. Com a mais que provavél
candidatura de Antônio Sousa a nº 2 da lista do tal Fórum á Câmara
de Braga. Com o Seco Magalhães fora da corrida com receio de uma
impugnação vinda do Antônio (Cheira) Ferreira, fica caminho aberto
para o Luís Pedrosa ser a grande hipótese de vir a ser o primeiro
presidente do agrupamento de freguesias Sé, Cividade e Maximinos, que
de futuro se virá a chamar freguesia Bracara Augusta. A menos que
ainda surja uma forte candidatura de um verdadeiro independente.
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Sondagem
Sondagem Junta da Sé+Cividade+Máximinos
Resultados
(10-04-13)
1 António Carneiro
73
2 José do Egipto Silva
53
3 João Pedro Fernandes
34
4 Outros
11
5 António Sousa
10
6 João Seco Magalhães
10
7 Armando Rosas
06
8 Ilídio Sousa
04
8 Luís Gonzaga Macedo
03
10 António Ferreira
01
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Foto da Semana
A mais bonita moçoila de Braga no Sec. XX
quinta-feira, 2 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
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